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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Introspecção

Há uns dias eu escrevi sobre inspiração. Para mim esse texto foi o meu melhor. Mas também considero os outros que escrevi como bons. No último, falei sobre o filme Nosso Lar, e fiz uma pequena analogia ao movimento“Hare Krishna”.
Algumas semanas após ter assistido ao filme Nosso Lar, assisti ao filme: Comer, Rezar e Amar. Depois disso assisti ao filme Avatar na versão 3D e na outra semana o filme Tropa de Elite 2.
Curioso que nos filmes que assisti, nenhum tem a ver com o outro, mas como sempre procuro fazer uma analogia com a vida real, eles me fizeram pensar sobre muitos aspectos cotidianos.
Um deles é a situação atual que me encontro na vida. Especialmente no filme Comer, Rezar e Amar onde a protagonista vivida pela atriz Julia Roberts, após constatar um fracasso na vida conjugal, resolve viajar pelo mundo para ajustar sua vida e quem sabe “aprender” a comer, rezar e amar.
Fui ver o filme com meu namorado. Confesso, tive medo que fosse um filminho feito para mulheres e que ele ficasse entediado. Mas, por incrível que pareça, nós dois gostamos do filme.
Em mim esse filme surtiu um efeito desconcertante. Senti uma vontade enorme de largar tudo e investir na carreira de desenhista, que é minha grande satisfação. Senti também uma necessidade de aprofundar minha rendição ao Senhor Krishna realizando serviço devocional e estudos védicos, dança indiana e tudo mais que Ele me proporcionar no caminho de volta ao Supremo.
Claro que não larguei tudo, mas com certeza irei investir na carreira de desenhista e aos poucos estou tendo a possibilidade de realizar serviço devocional.
Acredito que devemos fazer isso, devemos parar para pensar em nossa vida, em nosso futuro e realizações. Pensar e agir. Agir de forma que possamos tornar nossa vida material mais leve e evolutiva. Devemos na medida do possível ir em busca de nossos sonhos, em busca daquilo que nos ajuda a nos tornar melhores. Nunca deixar para amanhã, pois pode ser muito tarde.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nosso Lar

Não sou nenhuma cinéfila, nem tampouco estou qualificada a fazer críticas a filmes, etc. Portanto, venho como espectadora para contar a impressão que tive a respeito do filme Nosso Lar, baseado no livro psicografado pelo médium Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luis.
Minha sensação de ir ao cinema é sempre muito agradável. Adoro toda a magia que envolve assistir um filme no cinema. A impressão que me passa é que o filme fica mais tempo em nossa mente, ficamos por um tempo lembrando das mensagens deixadas nos diálogos e nas cenas.
No caso desse filme especificamente, serviu para me ajudar a montar a cena mais próxima do que seria a vida após “a morte”.
Acredito que de certa forma, saber que ao deixarmos este mundo material, iremos para um lugar parecido com o que vivemos aqui na terra é bastante tranqüilizante.
E com relação ao protagonista do filme, Dr. André Luiz, pude constatar que ele ao chegar ao Nosso Lar, teve que se esforçar em serviços nada parecidos com o que ele costumava prestar em vida.
Através da doutrina espírita eu obtive esclarecimentos sobre lei de causa e efeito e livre arbítrio. Que estar vivo (“encarnado”) é uma oportunidade de resgatarmos nossos erros cometidos em outras vidas. Que devemos aproveitar para crescer espiritualmente através de atos de caridade e ter sempre gratidão, independente das circunstâncias, pois sempre é um aprendizado.
Também não pude deixar de fazer uma analogia aos conhecimentos, que mesmo sendo ainda muito poucos, estou obtendo com a filosofia vaisnava. Para quem não conhece o termo Vaisnava, esclareço que se trata da filosofia, apelidada de “Hare Krishna”, onde acreditamos em Deus como criador do Universo e denominado principalmente de Krishna, que significa todo atrativo. Digo principalmente, pois Ele possui ilimitados nomes e formas, de acordo com as suas atividades.
Na filosofia vaisnava, aprendemos que devemos nos ocupar em serviço amoroso a Deus (Krishna) e somente assim estaremos alcançando o verdadeiro prazer. Estaremos agradando a nossa alma, nosso verdadeiro eu.
A forma para iniciar o amor a Deus (Krishna) consiste no cantar de um mantra, denominado de maha-mantra, (maha=maior). Entoar esse mantra nos ajuda a retirar as impurezas impregnadas em nosso coração. Para quem não conhece o maha-mantra, deixo a seguir:
“Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.”
Ao entoarmos esse mantra estamos clamando a Deus, como um filho chama por sua mãe, pois Hare (harê) é uma invocação ao aspecto feminino de Deus (Deus Mãe). Krishna é um nome de Deus que significa “o todo atraente”. E Rama é um outro nome de Deus que significa “a fonte do prazer”. Esse mantra, então, é um chamado a Deus em Seu aspecto masculino e feminino, todo-atraente, a fonte de todo prazer - ou seja, Deus reconhecido como tudo de bom, tudo que possa ser desejado, a pessoa mais amorosa e amável.
A filosofia também ensina que buscar um comportamento piedoso e viver uma vida pura, alinhar seu livre arbítrio com a vontade divina estando ciente do efeito de seus pensamentos, palavras e atos nos ajuda no processo de elevação espiritual.
Dentro do possível devemos também buscar a não-violência, limpeza, veracidade, firmeza, paz, autocontrole, equanimidade, castidade, compaixão, desapego, honestidade, humildade e tolerância.
Listando assim parece complicado, mas a medida que tentamos viver numa plataforma de consciência divina, aos poucos vamos mudando nossos atos e nos tornando mais serenos e felizes. Quando se acredita que estar vivo (encarnado) é uma oportunidade para evoluir espiritualmente, todo esforço se torna válido e compensador.