Páginas

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Insegurança Pública

Incrível como dar o primeiro passo para se escrever acaba nos fazendo querer escrever mais e mais. Pelo menos para mim está sendo assim. Talvez seja por que sou uma pessoa muito observadora e que gosta de escrever. De repente isso facilita.
Dessa vez gostaria de falar sobre a banalidade que se é tratada a segurança pública.
Digo banalidade, pois hoje e em algumas ocasiões eu tive a sensação de perigo, de insegurança na rua.
Fico indignada cada vez que vejo um Policial Militar parando o trânsito, apontando sua arma para um motorista, que assustado tem de parar. O mesmo para os motociclistas, que são na maioria das vezes brutalmente revistados.
Sim, eu sei que ele está apenas realizando seu trabalho. Mas como devemos proceder numa situação dessas? Afinal, ficamos diante de um possível fogo cruzado. Não usamos coletes à prova de balas. O que podemos fazer caso um motorista reaja e ocorra uma troca de tiros?
Por sorte, veio logo um transporte que me servia e pude sair dali. Mas confesso que me preocupei com as pessoas que ali ficaram.
Infelizmente, vejo que não há muito o que fazer quanto a isso. De qualquer forma, prefiro acreditar que isso um dia será diferente. Afinal, nosso direito de ir e vir teria que ser respeitado. Num caso desses vejo esse direito roubado por quem deveria nos proteger.
Enfim, o jeito é seguir a vida, tentando fazer nossa parte e sempre acreditando que dias melhores virão.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O que leva uma pessoa a criar um blog? Pergunto-me isso há algum tempo.
Antigamente existiam uns caderninhos com um cadeado, o nome desse caderninho era diário. Ali, através da escrita, as pessoas, adeptas ao tal diário, “abriam” seus corações, contavam como foi o dia, suas alegrias, frustrações. Era secreto, então, podia-se naturalmente escrever exatamente tudo que acontecia. Eu cheguei a ter um desses. Confesso que não tinha a disciplina para escrever todos os dias. Mas com certeza, houve ocasiões que ele foi meu maior amigo. Nele desabafei muitas vezes. 
E como eu não tinha irmão mais novo, nem precisava tê-lo tão escondido quanto a maioria das pessoas costumava manter.
Nessa época, a internet era coisa de astronauta. Risos. Acho engraçado pois hoje em dia a internet está até em telefones celulares. Como, na minha adolescência (anos 80), eu poderia imaginar uma coisa dessas? Difícil, muito difícil de imaginar. Apesar de toda crença em cima do ano 2000, em que imaginávamos que a vida seria como no desenho “Os Jetsons”. Imaginávamos que o alimento seria em pílulas, os carros seriam voadores, etc. Mas isso eram coisas imaginárias.
Foto do referido desenho: Os Jetsons.

Por isso cheguei a conclusão que blog nada mais é que um diário aberto. Assim como sites de relacionamentos, tipo Orkut, Facebook e mais alguns outros como Twitter, Badoo. Sites esses que as pessoas expõem suas vidas, para quem quiser olhar.
Não existem mais os álbuns impressos. Tira-se foto para postar no Orkut. Mostrar como se está feliz no novo relacionamento, novo carro, novo emprego. Ou que se terminou o relacionamento e agora está “solteira sim, sozinha nunca”.
Claro que existem aqueles que não possuem uma conta em nenhum desses sites de relacionamento. Ou que possuem apenas para manter contato com os amigos de faculdade, família e geralmente, pouco acessam. Mas até esses, eu acredito que possuam um blog. Assim como eu decidi criar. E pretendo dentro do possível relatar o cotidiano que observo.
Espero poder expressar claramente minhas idéias e assim contribuir com alguma coisa no mundo virtual e real.